Projeto Socioeducativo – Protagonismo histórico negro

Daniel Magalhães

Projeto Socioeducativo – Protagonismo histórico negro

Projeto de Daniel Magalhães

Contribuição do projeto para a educação

A atividade socioeducativa aqui proposta, buscará efetivar as demandas da lei 11.645 a fim de positivar e afirmar os atores sociais negros como agentes de sua própria história, da história do Brasil e do Mundo. Temos o compromisso de fazer conhecer alguns ícones, negros e negras, protagonistas em diversos momentos da história, além de promover a construção do pensamento crítico, a valorização e reconhecimento de identidades e a produção artístico-cultural dos alunos.

A utilização de temas da realidade como o preconceito racial, presente no cotidiano, é
fundamental na formação da consciência crítica dos jovens e da busca por uma identidade, pois se trabalha com parte da realidade vivenciada na rotina dos alunos.
Entendemos que somente o conteúdo do livro didático, trabalhado em sala de aula, não é suficiente para resolver os problemas no ensino, visto que apenas auxiliam o aprendizado, mas não garantem a emancipação social dos alunos.

A construção da identidade é um processo intensificado na adolescência e de percepção de diferentes modos de ser e agir, permitindo a ampliação da autonomia e do
desenvolvimento da capacidade reflexiva dos jovens. É uma fase rica para desenvolver
valores e atitudes de convívio como, a dignidade, a solidariedade, o respeito com as pessoas e com o meio ambiente. Portanto, o debate sobre questões morais é fundamental para que os adolescentes deem significado ao conhecimento construindo novos valores e atitudes.

Aspectos curriculares atendidos pelo projeto

Atender as demandas da lei 11.645 e BNCC;

A atividade socioeducativa aqui proposta, buscará efetivar as demandas da lei 11.645 a fim de positivar e afirmar os atores sociais negros como agentes de sua própria história, da história do Brasil e do Mundo. Temos o compromisso de fazer conhecer alguns ícones, negros e negras, protagonistas em diversos momentos da história, além de promover a construção do pensamento crítico, a valorização e reconhecimento de identidades e a produção artístico-cultural dos alunos.

Pensamos que o recurso didático aqui apresentado junto às obras referenciais, proporciona ao professor, alternativas de se trabalhar uma obrigação legal e de cunho socioeducativo.

Acreditamos que a poesia e a música, podem ser apresentadas como uma forma de
conscientizar os alunos a partir de contra narrativas[1] sobre o preconceito racial na
sociedade e nas escolas, um mal que tem propiciado sérias consequências no processo de
ensino-aprendizagem, na formação de identidades[2], reconhecimento e aceitação dos
jovens negros ; além de objetivar a contemplação do indivíduo afrodescendente como sujeito e construtor da história do país e de sua própria história.

[1] (EM13CHS101) Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

[2] (EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.

A utilização de temas da realidade como o preconceito racial, presente no cotidiano, é
fundamental na formação da consciência crítica dos jovens e da busca por uma identidade, pois se trabalha com parte da realidade vivenciada na rotina dos alunos. Entendemos que somente o conteúdo do livro didático, trabalhado em sala de aula, não é suficiente para resolver os problemas no ensino, visto que apenas auxiliam o aprendizado, mas não garantem a emancipação social dos alunos.

A construção da identidade é um processo intensificado na adolescência e de percepção de diferentes modos de ser e agir, permitindo a ampliação da autonomia e do
desenvolvimento da capacidade reflexiva dos jovens. É uma fase rica para desenvolver
valores e atitudes de convívio como, a dignidade, a solidariedade, o respeito com as pessoas e com o meio ambiente. Portanto, o debate sobre questões morais é fundamental para que os adolescentes deem significado ao conhecimento construindo novos valores e atitudes.

Valorização da diversidade e inclusão

Uma vez que a escola é lugar de construção de conhecimentos, não apenas ligados ao saber científico, mas também sobre si mesmo, onde o indivíduo constrói, descobre e molda sua identidade de acordo com sua sociedade, a lei 11.645 e a BNCC buscam comprometer professores de diversas disciplinas na promoção de uma educação que reconhece e valoriza a diversidade[1]. Afinal, o indivíduo precisa se reconhecer positivamente na sociedade em que está inserido. Santos (1989) afirma que cada disciplina cientifica deve ser questionada quanto a utilidade dela no dia a dia, ou seja, se realmente é válido adquirir um conhecimento que talvez nunca seja usado.

É um grande desafio estabelecer o que será lecionado nas escolas, portanto deve-se tomar muito cuidado com a escolha e implementação de novos temas. As mudanças e os
acontecimentos que ocorrem no mundo precisam ser estudados de forma mais
específica. Goodson (1993) afirma que o conhecimento escolar deve ser voltado para o
uso no dia-a-dia, com a finalidade de resolver problemas do cotidiano dos alunos. São
inúmeras as críticas quanto à estruturação disciplinar dos currículos escolares, uma vez que o modelo de ensino que é aplicado nas escolas dificulta a aprendizagem dos alunos, pois a divisão disciplinar aliena-os a um modelo de ensino sintetizado e pouco inclusivo.

A utilização de temas da realidade como o preconceito racial, presente no cotidiano, é
fundamental na formação da consciência crítica dos jovens e da busca por uma identidade, pois se trabalha com parte da realidade vivenciada na rotina dos alunos. Entendemos que somente o conteúdo do livro didático, trabalhado em sala de aula, não é suficiente para resolver os problemas no ensino, visto que apenas auxiliam o aprendizado, mas não garantem a emancipação social dos alunos.

A construção da identidade é um processo intensificado na adolescência e de percepção de diferentes modos de ser e agir, permitindo a ampliação da autonomia e do
desenvolvimento da capacidade reflexiva dos jovens. É uma fase rica para desenvolver
valores e atitudes de convívio como, a dignidade, a solidariedade, o respeito com as pessoas e com o meio ambiente. Portanto, o debate sobre questões morais é fundamental para que os adolescentes deem significado ao conhecimento construindo novos valores e atitudes.

Os jovens do século XXI são capazes de produzir diversas manifestações artísticas que
muitas vezes representam suas críticas e propostas de mudança[2], por isso, devem ser
valorizadas e ouvidas. Acreditamos que estimular a produção artística, abre caminho para a discussão da diversidade e inclusão dos diferentes atores sociais estimulando suas indagações acerca da temática.

[1]
Lei Federal 10.639/03. Disponível em: http://www.afroeducacao.com.br/lei-10-639-
03 (Links para um site externo.). Acesso em: 01 de junho de 2014.
[2] (EM13CHS103) Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos
relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de diversas naturezas (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos e geográficos, gráficos, mapas, tabelas, tradições orais, entre outros).

Atividades desenvolvidas no Projeto

1° Momento – Será realizada uma introdução abordando os principais movimentos e
atores sociais negros na luta pela igualdade de direitos. Ao final da aula a turma será dividida em grupos para uma pesquisa, que deverá ser apresentada na próxima aula, sobre os personagens históricos trabalhados na poesia Protagonismo histórico (a poesia neste momento ainda não será apresentada). Será permitido que os alunos escolham os
personagens que irão pesquisar conforme a sua afinidade ou interesse.

2° Momento – Em duas aulas de 50 minutos cada, os alunos apresentarão a pesquisa
dentro ou fora da sala de aula. A apresentação será realizada em forma de debate, cruzando informações e características entre os personagens escolhidos. Em seguida, serão apresentadas as poesias para que ao final da aula os alunos exponham a que conclusão chegaram quanto a participação dos negros e negras na história e estabelecer diferenças e semelhanças entre as obras selecionadas. Buscamos estabelecer uma relação do passado com a atualidade, ressaltando a dívida histórica com os povos negros e indígenas e relacionando com a música da artista Bia Ferreira promovendo debates sobra as cotas nas universidades públicas.

Nessa aula o professor deverá solicitar aos alunos que produzam alguns versos, músicas, vídeos ou desenhos sobre temas da atualidade como as diversas formas de bullying, o preconceito racial, a segregação socioeconômica, o feminismo e as questões de gênero, combate ao uso de drogas, questões ambientais e de sustentabilidade, dentre outros[1], na tentativa de estimular a produção artística dos alunos e promover o interesse em assuntos relevantes para sua formação como cidadão crítico e consciente.

3° Momento – O projeto deverá ser apresentado aos pais e para a comunidade escolar no
dia da consciência negra em 20 de novembro ou em data escolhida pelo corpo docente. Os
alunos deverão produzir um material informativo com os ícones negros pesquisados e
informações gerais sobre sua biografia e importância histórica. Posteriormente as
produções artísticas dos alunos deverão ser apresentadas e contextualizadas, evidenciando a imagem dos negros como protagonistas na história, bem como a importância da conquista de uma data memorável na luta por direitos e reconhecimento, dando voz às “minorias” que são silenciadas pela ineficiência do sistema educacional brasileiro.

[1] (EM13CHS102) Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.

Instrumentos utilizados na avaliação

3° Momento – O projeto deverá ser apresentado aos pais e para a comunidade escolar no
dia da consciência negra em 20 de novembro ou em data escolhida pelo corpo docente. Os
alunos deverão produzir um material informativo com os ícones negros pesquisados e
informações gerais sobre sua biografia e importância histórica. Posteriormente as
produções artísticas dos alunos deverão ser apresentadas e contextualizadas, evidenciando a imagem dos negros como protagonistas na história, bem como a importância da conquista de uma data memorável na luta por direitos e reconhecimento, dando voz às “minorias” que são silenciadas pela ineficiência do sistema educacional brasileiro.

Resultado observado

Os alunos devem ser avaliados analisando a construção de sua autonomia, a capacidade de
superar os desafios e compreender a sua participação no ensino aprendizagem como
protagonista e não apenas um receptor de informações;

A aprendizagem deve ser significativa e transformadora ao estimular a construção de
reflexões críticas sobre temas diversos além de promover debates com a finalidade de
avaliar a capacidade dos alunos defenderem uma narrativa;
Deve ser analisado se os alunos se identificaram com a temática e se envolveram a ponto
de apresentar novas ideias para o aprimoramento e principalmente se auxiliou na
construção e valorização das identidades.

O texto deste projeto foi enviado pelo autor e é de responsabilidade do autor deste projeto.

Projeto ajuda no desenvolvimento de quais competências?

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

4 horas diárias

4 horas diárias

Público-alvo do projeto.

Médio

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

Parque

Escola Pública

Escola Particular

Quantidade adequada de participantes.

16 participantes

16 participantes

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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