Feminicídio para além do chão da escola

Raysa Serafim Farias

Feminicídio para além do chão da escola

Projeto de Raysa Serafim Farias

Contribuição do projeto para a educação

O projeto surgiu através da inquietação dos estudantes do núcleo de aprofundamento (Fundamental II) da Escola dos Sonhos, situada na cidade de Florianópolis, estado de Santa Catarina.

A escola desenvolve projetos paralelos às atividades curriculares, onde os alunos devem pesquisar sobre variados assuntos. No primeiro semestre do ano corrente, os adolescentes escolheram estudar a cartilha de Direitos Humanos e elegeram a temática do feminicídio como principal pauta a ser debatida. Dentro dessa proposta, os estudantes realizaram diversas oficinas, estudos e pesquisa e a partir dos dados alarmantes relacionados ao tema, sentiram a necessidade de desenvolver uma política pública efetiva no âmbito escolar.

Como produto final deste projeto os estudantes elaboraram um carta aberta com proposições de políticas públicas voltadas aos Direitos Humanos, em especial aos direitos das mulheres. O documento, elaborado pelos próprios estudantes, e entregue aos parlamentares catarinenses, traz propostas para que a violência contra a mulher seja debatida no ambiente escolar através de rodas de conversas e seminários.

Aspectos curriculares atendidos pelo projeto

Para atender as competências específicas do Ensino Fundamental II, para ciências humanas e artes, dialogando com o tema do projeto de direitos humanos no que diz respeito a:

1- Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.

2- Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

O projeto Direitos Humanos, identifica, compara e explica a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação, social e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida social. Além de i dentificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável.

Valorização da diversidade e inclusão

O projeto é transversal, os estudantes estão reunidos pelo interesse individual, do 6º ao 9º ano, de forma a respeitar a singularidade de cada indivíduo, com as suas respectivas necessidades dentro do grupo. Os estudantes são orientados coletiva e individualmente, possibilitando que experimentem diferentes tipos de pesquisa, inclusive articuladas com atividades de outras áreas do conhecimento e com projetos de livre escolha, objetivando uma maior valorização da especificidade de cada um.

Atividades desenvolvidas no Projeto

1) O projeto inicia com uma pequena dinâmica, na qual cada estudante deve selecionar dentre algumas imagens uma que na sua visão tenha relação com o tema a ser estudado: direitos humanos.

2) Após a escolha , haverá breve explanação sobre o porquê daquela escolha e breves comentários sobre o que querem aprofundar durante o projeto.

3) Num momento em paralelo a 2) os estudantes assistem a documentários e filmes e dialogam sobre algumas cenas presentes nesses.

4) No primeiro encontro após tais debates é realizado um design thinking, e que na escola onde foi desenvolvido é chamado de Projetando Sonhos, a fim de obter os objetos de estudo que seriam abordados durante todo o projeto. As propostas relacionadas acima foram abordadas através dos guias de estudos(material interdisciplinar que abordam conteúdos da BNCC de todas as disciplinas pautadas no projeto), momentos de diálogos, apresentações artísticas e filmes.

5) Conforme o andamento do projeto, deve-se propor saídas de estudos, com intuito de promover a maior familiarização e engajamento com o tema em questão.

6) Promoção de seminários e rodas de conversas com pessoas engajadas com a pauta.

7) Elaborar produto final com objetivo de expandir o assunto para além do chão da escola.

Instrumentos utilizados na avaliação

Uso de metodologias ativas a fim de permitir que as aprendizagens sejam avaliadas ao longo de todo o processo e não apenas ao final do ciclo:

– Sala invertida;

– Devolutivas, feedbacks aos alunos;

– Produções de guias de estudo, desenvolvimento de apresentações, projetos e atividades, individuais ou em grupo;

– Comentários dentro dos debates e apresentações;

– Capacidade de resolução de conflitos;

– O estudante e suas relações dentro da sala de aula;

Resultado observado

AVALIAÇÃO PROCESSUAL :

Examinar a aprendizagem ao longo das atividades realizadas em sala de aula, de forma a avaliar e acompanhar a construção do conhecimento, identificando eventuais problemas e dificuldades e corrigi-los antes de avançar, para se necessário mudar a estratégia da proposta.

AVALIAÇÃO DESCRITIVA:

Analisar o desenvolvimento do aluno levando em consideração diferentes áreas do conhecimento. A partir desta avaliação, reconhece-se as potencialidades e, também, as necessidades do estudante, sugerindo estratégias para seu pleno progresso.

O texto deste projeto foi enviado pelo autor e é de responsabilidade do autor deste projeto.

Projeto ajuda no desenvolvimento de quais competências?

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

20 horas diárias

20 horas diárias

Público-alvo do projeto.

Médio

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

Parque

Escola Pública

Escola Particular

Quantidade adequada de participantes.

30 participantes

30 participantes

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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