Feira de empreendedorismo – educação empreendedora conhecimento, criatividade, inovação e protagonismo

Diego Rodrigo Vieira Fernandes

Feira de empreendedorismo – educação empreendedora conhecimento, criatividade, inovação e protagonismo

Projeto de Diego Rodrigo Vieira Fernandes

Contribuição do projeto para a educação

A inovação dos negócios é uma exigência do atual mundo globalizado. Não existe mais
espaço no mercado para empresas que não tenham visão, que não se preocupem em
imprimir, na sua personalidade jurídica, uma ideologia de futuro e sustentabilidade dos seus sistemas informacionais, bem como em transmitir à sua rede de relacionamentos
(funcionários, clientes, fornecedores, etc.), através de ações, o propósito da continuidade de suas atividades, fundamentadas sempre com novas ideias.

A cada dia, um número muito grande de organizações são fundadas. É possível perceber
esse fenômeno quando damos uma volta em nosso bairro e visualizamos uma padaria que
antes não existia, um mercantil onde é possível encontrar quase tudo, uma loja de material de construção ou mesmo uma academia ou uma oficina mecânica que surgiu devido à demanda dos moradores da área.

Muitos desses empreendimentos surgem de uma demanda latente das pessoas da região, ou
mesmo porque alguém resolveu arriscar a sorte em um negócio que conhece, ou não. O
fato é que a probabilidade de sucesso é maior quando existe conhecimento sobre o
investimento; quando quem coloca o negócio acredita que dará certo e luta para que isso aconteça, quando há poder de liderança para convencer os colaboradores de que sua ideia dará certo e que o sucesso depende de todos que compõem a organização, desde o
fornecedor até chegar ao cliente final, aí sim a possibilidade de sucesso aumenta.

Empreender faz parte da história humana, seja consigo mesmo, na família ou na sociedade.

O desenvolvimento do empreendedorismo é cada vez mais nítido quando observamos a
quantidade de organizações que são abertas a cada ano no Brasil, sejam empresas
fornecedoras de bens duráveis ou de consumo, ou empresas prestadoras de serviço. O
problema consiste na falta de informação que, muitas vezes, se torna o grande vilão e
contribui para o fracasso dessas organizações. Sendo assim, existe a necessidade de
promover o conhecimento sobre a origem do empreendedorismo, sua importância, bem
como as habilidades necessárias em um empreendedor.

A Feira de Empreendedorismo é uma das modalidades de extensão programada dentro das
atividades de área no CEEP Hélio Xavier de Vasconcelos. É um evento que visa estreitar a relação entre o ensino e o mundo do empreendedorismo, das formações profissionais
empreendedoras e dos negócios.

Assim os alunos são orientados a ter condições de descobrir que “ser um empreendedor”,
em qualquer aspecto da formação humana, depende da possibilidade de arriscar, criar e
inventar algo novo para começar um empreendimento ou negócio ou melhorar o que já
existe. Fazer algo diferente, com vistas a competir no mercado dos negócios. Sistematizar métodos de planejamento e organizar as ações que ajudam a definir que o “novo” e/ou o “inovar” não seja apenas uma ideia ou algo passageiro, mas, sim, uma vantagem no mundo competitivo e globalizado dos empreendimentos.

Como uma proposta de ensino ou de educação empreendedora, o CEEP Hélio Xavier de
Vasconcelos com a Feira de Empreendedorismo, coordenada e orientada pelo professor da
disciplina de Empreendedorismo, busca, mobilizar e estimular os alunos a interagirem de forma participativa e objetiva com projetos criativos e inovadores, elaborados e executados por eles mesmos, a respeito dos multifacetados aspectos de cada formação profissional empreendida nos cursos técnicos de Administração e Informática. Com essa proposta, os alunos perceberão que é necessário fazer auto empreendimento, ou seja, é preciso fazer investimento em estudos e conhecimentos sobre o mundo das formações profissionais e dos empreendimentos.

Aspectos curriculares atendidos pelo projeto

O empreendedorismo é um movimento dos empreendedores, ou melhor, daqueles que se
arriscam para começar algo novo (Abrantes, 2004, p. 1). Mobilizar os alunos numa
atividade de extensão para desenvolver a visão empreendedora de sua formação
profissional e a interagir com empresários convidados e com a comunidade é uma tarefa de sensibilização e promoção da criatividade, acreditando-se que o estreitamento entre o conhecimento técnico-científico e os negócios é uma realidade a ser aproveitada no
processo de ensino e aprendizagem desenvolvido nos cursos oferecidos pelo CEEP Hélio
Xavier de Vasconcelos.

Todas as pessoas, por natureza, já nascem com habilidades para a realização de
empreendimentos. A forma como se realiza o empreendedorismo é que faz a diferença
entre os empreendedores. Todavia, é possível ensinar e aprender empreendedorismo
mediante trocas de conhecimento e experiências entre alunos e empresários.

A Feira de Empreendedorismo tem a intenção de representar um movimento social na
interação e diálogo com a sociedade de Extremoz, evidenciando a capacidade individual de empreender dos alunos, o processo de iniciativa e a criatividade para administrar,
contabilizar e gerir empreendimentos, despertando-lhes o espírito empreendedor.

Dados oficiais mostram que os empreendedores no Brasil possuem um perfil característico:

são pessoas que não têm a preocupação em realizar um planejamento ou um Plano de
Negócios e se arriscam, como meio de sobrevivência, em alguma atividade comercial,
mesmo sem os conhecimentos que provavelmente lhes garantiriam o sucesso almejado. O
maior número de empresas constituídas no Brasil é de negócios de médios e pequenos
empresários que iniciam suas atividades sem planejamento e sem domínio do segmento de
mercado e que não conseguem chegar ao quinto ano de vida (Abrantes, 2004, p. 2).

O Brasil vive um movimento de incentivos governamentais e privados aos
empreendedores. É nesse contexto que a Feira de Empreendedorismo poderá despertar
nos alunos a consciência da importância de se iniciar uma carreira com planejamento,
organização e com um plano de negócios de ações definidas.

O Modelo de Negócios é um instrumento de viabilidade para conhecer e controlar
interesses, ações e problemas vividos nos empreendimentos organizacionais.
Um aspecto a que todo empreendedor deve atentar-se é que seu negócio precisa apoiar-se
em metodologias de gestão e tecnologias de informações internas e externas para se
precaver de imprevistos. É fundamental o conhecimento do negócio e das possíveis
ameaças ou dificuldades que o empreendedor poderá enfrentar até se consolidar no
mercado.

O empreendedor tem que ter sensibilidade principalmente porque trabalha também com o
ser humano, ou seja, com um “produto” chamado gente, sendo as pessoas naturalmente
diferentes entre si em vários aspectos e apresentando, por isso, preferências, reações e atitudes também diferenciadas, fator que requer a atenção dos empreendedores em geral.

Dessa forma, como a sensibilidade e a interdisciplinaridade, a criatividade também pode ser “estudada”, aperfeiçoada e aumentada (Abrantes, 2004, p. 14).

Outra intenção da Feira de Empreendedorismo é propiciar a alunos, empresários,
convidados e sociedade, além da troca de conhecimento e experiências, um espaço de
encontros para se fazer ou orientar como transformar uma ideia em um negócio, com visão voltada para o que é importante no mundo do empreendedorismo: o planejamento ou a defesa de um Modelo de Negócios.

Assim, será promovida a interação e integração da comunidade de Extremoz dentro da
instituição, com a amostragem de diversas opções no mercado de negócios. Com tais
fundamentos, acredita-se que os alunos e empresários farão trocas de conhecimentos e
experiências de ordem inovadora e criativa. Nesse sentido, empreender é um processo que pode ser entendido como uma forma de saber fazer trocas – de produtos e informações, financeiras, empresariais e humanas. Portanto, espera-se que a I Feira de
Empreendedorismo se concretize, de fato, em um momento e um espaço em que se
realizem muitas trocas positivas, em todos os aspectos possíveis, principalmente
proporcionar aos alunos a despertar para o fato de que qualquer empreendimento ou
investimento indispensáveis o planejamento: um Modelo de Negócios.

Objetivo geral

Promover a integração entre teoria, práticas e experiências individuais e coletivas para despertar a visão empreendedora dos alunos do CEEP Hélio Xavier de Vasconcelos e
comunidade de Extremoz, nos segmentos de produtos, serviços e social, mostrando, ao
final, os resultados dessa junção participativa no movimento escola-comunidade.

Objetivos específicos
Promover a integração entre teoria, práticas e experiências individuais e coletivas para despertar a visão empreendedora
1. Realizar a Feira de Empreendedorismo com a temática “Conhecimento, Criatividade,
Inovação e Protagonismo”, com exposição em stands de vários segmentos de produtos
e serviços, como atividade para os cursos técnicos de Administração, Recursos
Humanos e Informática do CEEP.
2. Estimular os alunos a terem uma visão empreendedora em sua formação profissional e
também ampliar sua visão quanto ao mundo do trabalho.
3. Promover, junto aos empresários e comunidades participantes da feira, a análise da
situação e condições empresariais dos alunos.
4. Favorecer a interação da comunidade local com o CEEP.
5. Despertar nos alunos, empresários e na comunidade o espírito empreendedor.
6. Possibilitar uma interlocução dos empresários convidados com os alunos.
7. Verificar a participação e integração dos alunos, professores e comunidade.
8. Demonstrar que o ensino e os negócios são duas realidades indispensáveis para a
releitura do empreendedorismo.
9. Identificar oportunidades de inserção dos alunos no mercado profissional e de
trabalho.
10. Mostrar o potencial empreendedor e a vocação na diversidade de segmentos em que
atuam os empreendedores e os alunos do CEEP.

Valorização da diversidade e inclusão

O Projeto da Feira de Empreendedorismo foi desenvolvido com a visão de também
possibilitar a expressão da diversidade e inclusão de todos os alunos em todas as etapas.

Isso é possível pois a disciplina possibilita que todos os alunos independente da linha de pensamento, perfil cultural, nível social ou opção sexual possam expressar seu aprendizado de maneira livre, diversificada e incluindo a todos no processo.

Para tanto, busca-se trabalhar bem a inclusão nos grupos que formam as empresas da feira como também é trabalhado em sala de aula dinâmicas, vídeos e atividades para respeitar a opinião de cada e pensamento crítico.

Os conteúdos trabalhados no período de preparação para a feira, abordam todas as
perspectivas: éticas, culturais, sociais ou econômicas. As aulas são elaboradas com o intuito de gerar a reflexão e ampliar a possibilidade dos conceitos serem absorvidos pelos alunos de forma concreta. Mostramos que o empreendedorismo só pode render resultados positivos se garantir um ambiente justo para todos.

A Feira também foi criada para que o aluno possa pensar na futura profissão e as
dificuldades que certamente surgirão nessa caminhada. Da primeira aula até o “sonhado
diploma”, e do diploma até o seu exercício efetivo, com possíveis oportunidades, além dos concursos públicos e vagas ofertadas pela iniciativa privada.

Atividades desenvolvidas no Projeto

Ações que ocorrem durante o 1o Bimestre

Atividades Prévias:

Ouvir os alunos, para diagnosticar a compreensão que eles têm sobre o Empreendedorismo. Através de perguntas problematizadoras, escutar os alunos com o
intuito de entender como eles compreendem o universo e utilidade do Empreendedorismo
na vida cotidiana e seus benefícios para a economia.

Atividades Autodidáticas: Aulas expositivas, dinâmicas, Pesquisas em periódicos e sites.

Atividades Didáticas – Cooperativas: Grupos de estudos; Debates, Seminários;
Pesquisas; Leituras; Análise ambiental.

Atividades Complementares: Resenhas e/ou resumos dos textos lidos e dos vídeos
assistidos; Participação nas eletivas; Participação em atividades temáticas que
correspondem ao mundo dos negócios.

Ações que ocorrem durante o 2o e 3o Bimestre

O Modelo de Negócio Canvas é trabalhado de maneira detalhada com vídeos, aula
expositiva, pesquisa, material digital, roda de conversa, dinâmicas e atividades.
Definição dos grupos para montar as empresas.

Montagem das empresas e construção dos modelos de negócio.
Definição do stand que será montado e atribuição de cada um na empresa

Ações que ocorrem durante o 4o Bimestre

– Feira de Empreendedorismo;
– Avaliação da feira.

 

Instrumentos utilizados na avaliação

Para as notas nos bimestres:

A avaliação é um campo bastante complexo, considerando as suas três dimensões:
diagnóstica (verifica o conhecimento prévio dos alunos), formativa (ao final de cada
bimestre) e somativa (ao longo do processo). Para garantir o desenvolvimento da
aprendizagem do aluno as três dimensões serão utilizadas, para avaliar qualitativa e
quantitativamente.

A avaliação deverá constituir-se principalmente num processo contínuo e utilizaremos
como meios de avaliação:

• Assiduidade;
• Pontualidade;
• A participação em debates e rodas de conversas.
• Participação nas aulas expositivas-dialogadas;
• Pesquisas;
• Trabalhos individuais e em grupo;
• Apresentação de seminários;
• Avaliação individual ou em grupo escrita.
Pontuação:
Trabalho 1: 4,5
Trabalho 2: 4,5
Participação: 1,0
Cálculo: (T1 + T2 + Participação)

Avaliação do Modelo de Negócio Canvas e Stands
PREMIAÇÕES
1o Lugar por sala (troféu e entradas no cinema);
1o Lugar entre os 4 melhores de cada sala (Troféu de grande campeão e R$ 500,00);
– Melhor Stand (R$ 150,00).
Avaliação do Canvas (Banca com 5 professores)
Avaliação dos Stands (demais professores da escola)

Resultado observado

Para as notas nos bimestres:
A avaliação é um campo bastante complexo, considerando as suas três dimensões:
diagnóstica (verifica o conhecimento prévio dos alunos), formativa (ao final de cada
bimestre) e somativa (ao longo do processo). Para garantir o desenvolvimento da
aprendizagem do aluno as três dimensões serão utilizadas, para avaliar qualitativa e
quantitativamente.

A avaliação deverá constituir-se principalmente num processo contínuo e utilizaremos
como meios de avaliação:

• Assiduidade;
• Pontualidade;
• A participação em debates e rodas de conversas.
• Participação nas aulas expositivas-dialogadas;
• Pesquisas;
• Trabalhos individuais e em grupo;
• Apresentação de seminários;
• Avaliação individual ou em grupo escrita.

Pontuação:
Trabalho 1: 4,5
Trabalho 2: 4,5
Participação: 1,0
Cálculo: (T1 + T2 + Participação)

Avaliação do Modelo de Negócio Canvas e Stands
PREMIAÇÕES
1o Lugar por sala (troféu e entradas no cinema);
1o Lugar entre os 4 melhores de cada sala (Troféu de grande campeão e R$ 500,00);
– Melhor Stand (R$ 150,00).
Avaliação do Canvas (Banca com 5 professores)
Avaliação dos Stands (demais professores da escola)

O texto deste projeto foi enviado pelo autor e é de responsabilidade do autor deste projeto.

Projeto ajuda no desenvolvimento de quais competências?

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

60 horas diárias

60 horas diárias

Público-alvo do projeto.

Médio

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

Parque

Escola Pública

Escola Particular

Quantidade adequada de participantes.

50 participantes

50 participantes

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Imprimir Página