Desconstruir estereótipos

Maria Gabriela Pires de Souza

Desconstruir estereótipos

Projeto de Maria Gabriela Pires de Souza

Contribuição do projeto para a educação

O comportamento infantil, desde início, é apresentado às crianças pelos adultos. Pode-se afirmar com bastante audácia que, ainda antes do nascimento, a família projeta formas de ser para seu rebento. A nossa cultura, evidentemente, constitui regimentos que regulam os modos pueris.  Nesse sentido, a mídia contribui com eficácia, pois utilizando vários institutos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) divulga a infância nas reportagens, nas propagandas, nas embalagens de produtos, nos tipos de alimentos, na televisão, no rádio dentre outras ferramentas das TICs e, desta maneira, o universo multiletrado acessa as vidas dos pequenos párvulos, determinado como devem vestir sua infância.

Na nossa cultura, muitas vezes, alguns aspectos  influenciam e direcionam os sujeitos a criarem hábitos de consumo e excessos no dia a dia que não condizem com a sua realidade. Esses valores são transmitidos discretamente e/ou, na maioria das vezes, claramente apelante pelos recursos publicitários e midiáticos a toda parte do planeta. Adultos e crianças são bombardeados de informações que determinam padrões culturais de aceitação e adaptação social. A televisão, os jornais, a internet e as revistas mostram-nos todos os dias o modelo ideal de família, de comportamento, de vestimenta e de alimentação. Essas informações ficam registradas em nossa memória e, por fraquezas orgânicas ou de formação, somos levados a adquirir e também a reproduzir esses hábitos culturais. Bordini (1998, p.95), sublinha que: (…) a produção cultural começa a padecer da doença de seu contexto: querendo-se emancipatória, libertária, não obstante depende dos mecanismos do mercado. Torna-se bem de consumo, a ser propagado, para a sobrevivência da indústria e dos produtores culturais, da mesma forma que outros produtos, ou seja, dirigindo-se para necessidades reais ou criando na maioria das vezes necessidades artificiais, para aplacá-las, com a consequente perda de sentido crítico. Tudo isso tem sentido quando se pensa que a literatura, como objeto cultural produzido num sistema capitalista, depende das macroestruturas econômicas tanto quanto do ímpeto criativo de seus cultores.

Os produtos culturais vendidos por meio das mídias influenciam a população a adquirir hábitos que se distanciam da sua realidade e que podem ser prejudiciais à sobrevivência humana nas relações sociais.  Nesse sentido, as formas de expressar a infância, na maioria das vezes, surgem sutilmente impregnadas de estereótipos que são reproduzidos ao longo da história da humanidade. De acordo com Bernd (1995) esses preconceitos são repetidos a partir de uma genereralização, assumidos como verdades universais e não são questionados. Em relação às crianças são internalizadas facilmente as dicotomias: rosa como cor de menina/azul cor de menino; menina brinca de boneca/menino  brinca de carrinho; menina dança balé/menino joga futebol. E as dualidades seguem para a representação do mundo adulto e as crianças aprendem muito cedo que lugar de mulher é na casa, na cozinha, no cuidado com o filho e ao homem resta garantir o sustento da casa. De acordo com Bernd (1995) a construção da estereotipia dá-se pela incidência dos sujeitos e/ou quando existe acordo velado de se apresentar como verdadeiro aquilo que é falso com a finalidade de obter proveito. Os estudos da etnologia, pelo menos aqueles que conheço, mostram-se necessários neste ponto, pois evidenciam que o abastecimento do preconceito reforça-se do apedeutismo dos sujeitos que reproduzem valores negativos às relações sociais. Nesse contexto, são promovidas as estereotipias dicotômicas: rico/pobre; homem/mulher; negro/branco; alemães/judeu; dentre tantas outras, que se apresentaram, multiplicaram-se na história com novas, atrevo-me a dizer, versáteis e violentas roupagens.

Essas dualidades são equidistantes e intensificam-se como afirma Finco (2003) dentro de uma lógica de dominação e de submissão, a primeira marcando sua superioridade em detrimento da outra, que torna-se estigmatizada. Nessas circunstâncias, as crianças crescem e apropriam-se de regras de socialização estereotipadas por meio das manifestações de conduta dos adultos. Testemunhamos confessadamente a constituição desses sujeitos por meio dos mecanismos de dominação que regulam seus modos de ser e pensar. Não sustento que as crianças absorvem as estereotipias. Admito que elas estão expostas aos valores preconceituosos decretados pela cultura. A criança como sujeito carrega no corpo inscrições de acontecimentos e faz leitura desses produtos culturais que podem ser impressos na sua historicidade. Os pequenos fazem interpretações daquilo que recebem e formulam suas ideias a respeito. “As crianças não são esponjas que absorvem estereótipos elas experimentam papeis, ideias a fim de compreender o mundo e o seu lugar nele” (Hislan, 2006, p. 51). A afirmação da identidade é necessidade às crianças e, sem sombra de dúvida, as expectativas dos adultos são sutilmente poderosas nesse processo. A constituição da identidade é processual. A criança forma-se sujeito por meio da sua história e, a cada instante, reforma e forma a sua historicidade.

A escola, como um dos lugares de aprendizagem, é o espaço que se oportuniza a mediação da compreensão da cultura reguladora e das formas de regulação das nossas condutas. O papel de educadores / pesquisadores é observar, com uma percepção holística, cuidadosamente, os contextos dos sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem para não cairmos no perigo de usarmos métodos que se dizem libertadores, mas apenas garante-se a continuidade dos mecanismos de opressão. Freinet (1989) arrazoa que a luta por uma sociedade em que a criança, sujeito de direitos, possa desenvolver-se integralmente, o mais humana e harmoniosamente possível, num clima favorável ao seu desabrochar é dever pedagógico primordial. Freire (1997) argui que a educação ou atua como instrumento usado à integração da geração mais jovem na lógica do sistema atual e trazer conformidade à mesma, ou então torna-se a ”prática da liberdade” – o mecanismo no qual homens e mulheres encaram criticamente e criativamente a sua existência e recobram a interação para a transformação da sua realidade.

A escola é o lugar da reflexão, do diálogo e do pensamento crítico onde se constitui a resistência para as instâncias do poder e a proposição da desconstrução das dicotomias historicamente construídas. Finco (2003), ao se referir sobre o pensamento socialmente polarizado quanto ao gênero, afirma que a proposta de desconstrução das dualidades significa problematizar a constituição de cada polo, mostrar que cada um supõe o outro, mostrar que cada polo não é único, mas é plural (Finco, 2003). Fundamos nossa história nas oposições construídas, marcando nossos corpos, pela lógica opressora das estereotipias. Esse cenário não pode ser naturalizado e a escola não pode ser neutra. A proposta que deve se colocar, diante deste contexto, é a desmantelamento dessas dicotomias (Finco, 2003 página 42).

<strong>Referências Bibiográficas</strong>
– BENTES, Ana Christina. Linguagem: práticas de leitura e escrita. São Paulo:Global: Ação Educativa, 2004.
– BERND, Zila. Racismo e anti-racismo. São Paulo: Editora Moderna, 1995.
– HISLAM,Jane. Experiência diferenciadas pelo sexo e pelas escolhas das crianças.
– N:MOYLES, Janet e col. A Excelência do brincar. Porto Alegre: Artemed, 2006. P. 50-62.
– FREIRE, Paulo.Pedagogia do oprimido.Rio de Janeiro: Paz e Terra S/A, 1970.
– FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
– FREIRE, Paulo. A concepção bancária da educação como instrumento da opressão. Seus pressupostos, sua crítica. In FREIRE, Paulo.Pedagogia do oprimido.Rio de Janeiro: Paz e Terra S/A, 1987.
– FREINET,Celestian. É Nascimento de uma Pedagogia Popular. Lisboa: Editorial Estampa, 1978.
– FREINET,Celestian.Para uma Escola do Povo. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
– FREINET, Célestin,O Jornal Escolar. Lisboa, Editorial Estampa,1974.
– FINCO,Daniela.Relações de gênero nas brincadeiras de meninos e meninas na educação infantil.Pro-posições, Campinas(SP), v.14, n.3, set./dez.2003.p.89-101.

Aspectos curriculares atendidos pelo projeto

A propositura <strong>Desconstruir Estereótipos</strong> é uma narrativa que contempla o debate sobre as visões distorcidas de gênero, de raça, de classe, de culturas e de etnias.  Essa proposta promove  a exploração científica crítica acerca dos preconceitos que as pessoas carregam consigo.

O trabalho com pesquisa científica é um dispositivo de aprendizagem ambicioso, uma vez que leva as crianças a construírem, elas próprias, a teoria. Perrenoud afirma (2000) que a dinâmica da pesquisa é simultaneamente intelectual, emocional e relacional. Nesse sentido, é possível afirmar que uma inserção científica de crianças dos Anos Iniciais possibilita orquestrar um conjunto de esquemas que promovem as competências. La Rosa (2004) afirma que as competências são indispensáveis para propiciar a interação social. Aprender a aprender, saber comparar, descrever, se expressar, dentre outras habilidades, que são constantes nas competências e importantes, uma vez que contribuem para a formação integral dos(as) estudantes. Parte das pessoas, que são apartadas do desenvolvimento das capacidades, é marginalizada pela falta das competências básicas, e a superação dessa desigualdade dá-se, entre outros caminhos, pela educação (LA ROSA, 2004). Nesse sentido, pensei em estratégias de exploração científica crítica, que proponham mobilidade intelectiva, para entusiasmar as crianças ao desenvolvimento das  seguintes competências  da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): conhecimento, pensamento crítico, comunicação e cultura digital.

<strong>As atividades de pesquisa possibilitam que as crianças:</strong>
– Dialoguem sobre as problemáticas;
– Valorizem conhecimentos, estabeleçam objetivos;
– Busquem referenciais teóricos;
– Construam hipóteses, teorias;
– Criem estratégias metodológicas para o desenvolvimento da pesquisa;
– Analisem dados e resultados utilizando os saberes físicos, social, cultural e digital;
– Façam conclusões importantes e usam diferentes linguagens e ferramentas digitais para a comunicação e expressão do solucionamento dos problemas.

Os alunos e alunas usaram conhecimentos de forma crítica e constataram que algumas afirmações estereotipadas são repetidas ao longo da história da humanidade e percebem que elas precisam ser desconstruídas para qualificar positivamente as relações sociais. Nesta proposta os meninos e meninas compreenderam que a mudança deve começar na escola em pequenos comportamentos que são sutis, porém constantemente repetidos de forma estereotipada. Os(as) estudantes perceberam que, além da reprodução de ideias preconceituosas sobre mulheres, homens e crianças, existe a  negação sobre as questões que envolvem a diversidade de gênero. Em uma pesquisa observativa na escola, as(os) educandas(os) encontraram muitas manifestações de conduta estereotipadas sobre o que é feminino e masculino. Um menino sente-se angustiado  quando é chamado de menininha por causa de seu cabelo comprido. Uma menina de cabelo curto fica insegura quanto a sua feminilidade, pois sofre mal-estar com piadas sexistas.  Professores(as)  esquivam-se  de constituir um time de futsal feminino e reforçam padrões de “hipermasculinização”.  As meninas não podem jogar futebol, pois os meninos desacreditam suas habilidades;  os colegas de outras turmas brincam que quem se encostar à colega deficiente pega sua doença; O cabelo da menina negra é chamado de ruim; rosa é cor de menina e azul é de menino; menina tem que andar com menina e menino com menino; meninas não carregam peso, os meninos fazem o esforço.

São diversas as frases que impactam a vida de crianças e adolescentes. A forma inteligível de responder a essas agressões,ainda que brandas sejam, é exterminando as estereotipias das nossas ações e do nosso vocabulário.Sendo assim, formar um coletivo para debater sobre diversidade na escola é importante para conscientizar e desconstruir generalizações que geram medo, sofrimento e exclusão.

Valorização da diversidade e inclusão

A proposta Desconstruir Estereótipos foi motivada pela leitura de livros e diversos gêneros textuais. Na sala de aula a leitura era uma constante. Semanalmente aconteciam paradas para a leitura.  O livro “Cena de Rua” da autora Ângela Lago, foi uma dessas leituras. “Cena de Rua” ilustra a vida de um menino de rua e como ele sofria com o preconceito. Debatemos de forma reflexiva que realmente não eram necessárias palavras para descrever a situação do menino de rua e o julgamento estereotipado que as pessoas faziam dele. A leitura desse livro emocionou muito as crianças porque remetia às experiências dos alunos e alunas que trabalhavam para ajudar no sustento familiar. Após o debate, muitas crianças colocaram como pauta para Assembleia a critica quanto às manifestações preconceituosas e depreciativas sobre os/as colegas que exerciam alguma atividade laborativa. Na Assembleia, as crianças expressaram suas ideias sobre o assunto e, alguns educandos, admitiram discriminar os colegas sem nenhuma empatia. As crianças concluíram que agiam, muitas vezes, inscientes das consequências de seus atos e apontaram a necessidade de desconstruir as visões distorcidas sobre os/as colegas, repeitando uns aos
outros, independente da sua condição socioeconômica.

Depois desse livro, numa outra aula, lemos a reportagem “Clube sem futebol feminino ficará fora da libertadores a partir de 2019”, do Repórter Martin Fernandes, publicada no,site do globo esporte. O editorial falava sobre a quantidade de times femininos do nosso país e a falta de investimentos no futebol para as mulheres. Após leitura do artigo, o debate surgiu de arrancada. As meninas ficaram inconformadas e perplexas de como o preconceito de gênero pode atingir as mulheres. As crianças debateram sobre estereótipos de gênero e como meninos e meninas são acometidos por esses preconceitos. Nessa mesma discussão as crianças citaram outras estereotipias que observavam no cotidiano escolar e na vida familiar.  Expliquei para as crianças que se tratavam de estereótipos de gênero, físico, religioso, racial e socioeconômico. Argumentei que era necessário desconstruí-los, pois são preconceitos que prejudicam as relações sociais.

Os estudantes começaram a questionar sobre a origem desse comportamento mostrando muito interesse no assunto. Após controverter sobre diversos estereótipos que as gurias e os guris sofriam, uma aluna sugeriu que fizéssemos um projeto de pesquisa sobre o assunto para ser apresentado na Feira de Ciências da Escola. A turma ficou motivada. Eu sugeri que convidássemos outras turmas para participar. Juntaram-se a B21 e a B25.  Incluímos na pauta da Assembleia de Classe a proposta para o projeto de pesquisa que foi aprovada por unanimidade. Na mesma conferência os educandos pensaram nas atividades que poderiam fazer e escreveram um projeto. Eu participei como mediadora nesse processo e orientei sobre a escrita, estruturação e possibilidades para atividades. A partir disso os alunos e alunas iniciaram pesquisas na internet e nos livros buscando o conceito de estereótipos e referenciais teóricos para fundamentar seu trabalho.

A Leitura do livro Racismo e Anti-Racismo, da escritora Zila Bernd, facilitou o entendimento sobre preconceito, racismo e estereotipia. Zila conceitua estereótipos por afirmações, em sua maioria preconceituosas, que são repetidas a partir de uma generalização, assumidas como verdades universais e não são questionadas. Essa concepção facilitou o entendimento dos alunos e alunas sobre estereótipos. As crianças observaram que experenciavam diversas manifestações de condutas preconceituosas e estereotipadas e decidiram fazer uma pesquisa na comunidade escolar para verificar a incidência e as formas como os estereótipos eram apresentados.  O formulário de pesquisa inquiria sobre a vivências das pessoas em relação aos preconceitos e aos estereótipos. No formulário as pessoas podiam expressar frases estereotipadas que escutavam no cotidiano. Na tabulação de dados da pesquisa, os alunos e alunas fizeram tabelas e gráficos. Analisaram as informações e constataram que a maioria das pessoas foi acometida pelas estereotipias. Outra certificação foi que as pessoas, em sua grande maioria, naturalizavam situações preconceituosas e participavam do escanário que distorcia sua identidade. Os fatos foram impactantes e sensibilizaram as crianças.  Os meninos e meninas decidiram divulgar as informações obtidas na pesquisa e, numa Assembleia de Classe, debateram ações que poderiam ser feitas para desconstruir estereótipos. A Assembleia deliberou uma campanha com cartazes, camisas, jogos, vídeos, curtas, dentre outras formas de expressão e comunicação, para o desmantelamento das frases preconceituosas que as pessoas entrevistadas ouviam.

As constatações das crianças, diante das visões distorcidas de suas identidades, mobilizaram suas estruturas internas para a desconstrução dos estereótipos.  Essas leituras foram ferramentas de sensibilização e dialogavam com os temas geradores apontados no diagnóstico de aprendizagem. Essas narrativas impactaram as crianças e, associadas ao contexto, foram propulsores para granjear os alunos e alunas às demais atividades do projeto.

Atividades desenvolvidas no Projeto

Ao final do ano letivo de 2016, as meninas avaliaram o projeto e consideraram que a desconstrução de estereótipos deve ser uma prática continua que não consista estritamente há um grupo, com apenas um discurso em um determinado período.  Acreditamos ser fundamental que essa intervenção tenha intromissão direta no cotidiano da comunidade. A Direção da escola Saint-Hilaire compartilhou dessa mesma interpretação e recomendou que o “Projeto Desconstruir Estereótipos” subsistisse em 2017, atuando na comunidade como um coletivo.

Um novo ano letivo surgiu e outras meninas ingressaram no projeto. No limite do mês de abril, as alunas passaram a atuar na descontração das estereotipias. Ampliamos o planejamento para o acesso às ferramentas tecnológicas. Foram incluídas à proposta pedagógica as práticas audiovisuais rádio  e jornal. As gurias, que sustentaram o projeto no ano anterior, manifestaram o interesse em continuar contribuindo à desconstrução de estereótipos. Assim criamos um grupo, composto de 15 meninas, que se encontra uma vez por semana, pela manhã, no turno inverso ao de suas aulas regulares.  Construímos uma agenda mensal e planejamos novas ações para o ano de 2018.  No mês de março, lançamos a campanha “Extermina os estereótipos do teu vocabulário”. Essa atividade fez referência ao dia Internacional da Mulher e propôs a exclusão do vocabulário de frases estereotipadas sobre as mulheres.  Ainda no mesmo mês, foi impulsionado o primeiro festival audiovisual da escola “ 60 segundos para desconstruir Estereótipos”. Nessa proposta toda a comunidade escolar foi convidada a produzir vídeos de sessenta segundos desconstruindo estereótipos der gênero.  Os vídeos foram compartilhados na página do projeto no Facebook.

No mês de abril empreendemos a ação “ O tempo passou, o índio mudou e o índio continua índio”. Espalhamos cartazes pela escola propondo o desmantelamento das ideias preconceituosas em relação às comunidades indígenas. No mês de maio, em contraposição ao treze de maio, dia de evocação sobre a abolição da escravatura no nosso país, estamos produzindo performances audiovisuais em celebração e referencias as odes dos poetas negros e das poetizas negras, como a Conceição Evaristo e o Oliveira Silveira. Neste mesmo mês, também criamos o concurso que responde a pergunta “Por que o filme Pantera Negra desconstrói estereótipos A cada mês, foram pensadas e planejadas ações que tivessem repercussão dentro e fora da comunidade.

No ano de 2019, as alunas da EJA entraram no coletivo e novas ações foram estabelecidas, a saber: desconstrução de frases estereotipadas e promoção de campanha de desconstrução de estereótipos nas escolas por meio nas ferramentas de informação e comunicação. Rodas de conversa: com meninas, alunas(os) educação de Jovens, Adultos(as) e Adolescentes (EJA), LGBTs e demais integrantes da comunidade escolar sobre questões de diversidade, homofobia, identidade e pertencimento no ambiente escolar. As Rodas são itinerantes, a ideia é que elas se movimentem pelas escolas da Rede Municipal  de Ensino de Porto Alegre e, ao final do ano, voltem para a escola Saint-Hilaire. Time de futsal feminino com uniforme do time carrega as cores da bandeira LGBTQ+; Contação de histórias que falam sobre diversidade para as crianças no recreio; Encontros para debate, formação e ações de acolhimento fortalecimento das meninas e mulheres; Bazar das mulheres para incentivar a produção artesanal das mulheres da comunidade e promover  feira para venda dos artesanatos; Realização do primeiro Seminário Estudantil de Gênero na Escola (SEGE).

Instrumentos utilizados na avaliação

– Vídeos
– Notícia de jornais
– Aplicativo para edição de imagens (Canva)
– Aplicativo para edição de vídeos (MOvavi e Filmora)
– Aplicativo para edição de fotos (Cartonize)
– Laboratório de informática ( 4 computadores)
– Notebook
– Televisão
– Lego EV3 para construção e programação do
– Cola
– Tesoura
– Escorpião, barata, aranha e outros insetos de brinquedo
– Lata de lixo
– Cartolina
– Tinta
– Cola quente
– Lápis
– Folhas e impressões

Resultado observado

As(os) alunas(os) serão avaliados constantemente pelo seu emprenho e interesse em realizar as atividades propostas. Para isso, alguns critérios serão considerados:
1.  Comportamento – manifestação de conduta de acordo com os combinados valorizando o respeito, coleguismo, solidariedade com os colegas e professoras(es).
2.  Comprometimento, dedicação e empenho – envolvimento no processo de organização, desenvolvimento e efetivação das propostas (trabalhos, debates, jogos, desafios e brincadeiras) e interesse para investigar, explorar e interpretar, os diferentes contextos;
3.  Autonomia – observar as estratégias utilizadas pelas(os) alunas(as) e sua atuação para organizar-se de forma independente.
4.  Conhecimento –  investigar as ferramentas usadas pelas(os) alunas(as) na resolução dos desafios, nas criações de hipóteses e nas construções de conceitos. Dessa forma, será possível verificar qualitativamente a evolução dos educandos e aperfeiçoamento de suas competências e habilidades.

Os critérios de avaliação são estabelecidos desta maneira, pois é uma forma de valorizar outros instrumentos que contribuirão para o desenvolvimento da aprendizagem como um todo. Ressalta-se que avaliação desse grupo discente deverá ser contínua com enfoque na observação holística desses alunos para a conquista da autonomia, da expressão, da comunicação e da aprendizagem.

O texto deste projeto foi enviado pelo autor e é de responsabilidade do autor deste projeto.

Projeto ajuda no desenvolvimento de quais competências?

ConhecimentoComunicaçãoCultura digitalPensamento científico, crítico e criativo

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

8 horas diárias

8 horas diárias

Público-alvo do projeto.

Infantil

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

Parque

Escola Pública

Escola Particular

Quantidade adequada de participantes.

30 participantes

30 participantes

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Imprimir Página