Conectados com a história – O uso das tecnologias digitais no registro e estudo de nossa história

Tiago La Serra Boneberg

Conectados com a história – O uso das tecnologias digitais no registro e estudo de nossa história

Projeto de Tiago La Serra Boneberg

Contribuição do projeto para a educação

Sair de nossa zona de conforto, propor uma nova leitura de mundo e gerar o sentimento de pertencimento dos alunos e familiares para com sua localidade faz parte da grande contribuição de nosso trabalho para a educação brasileira. Compreendemos que nossa intervenção contribuiu para gerar no educando uma nova perspectiva de análise, debate e estudo da história, dinamizando e modernizando as relações escola-aluno, além de propiciar a toda comunidade escolar o sentimento de agentes construtores e transformadores de sua realidade e localidade. Promovemos o uso de tecnologias digitais e não digitais por meio de jogos e outras atividades. Sempre significando os conteúdos previstos pelo currículo propostos pelo sistema de ensino adotado pela rede municipal, estimulando novas linguagens de apresentação dos conhecimentos e colocando os estudantes como protagonistas dos seus processos de aprendizagem.

Iniciamos nossas discussões fazendo uma importante reflexão sobre a formação dos Estados Nacionais europeus, para estimular uma pesquisa, observação do processo e principalmente sua assimilação, os alunos, em agrupamentos produtivos laboraram uma História em Quadrinhos que visa destacar tanto os aspectos políticos, sociais, mas também os econômicos.

Em seguida os alunos passaram a se debruçar na discussão do contato entre o europeu e o indígena, nações que contribuíram com sua cultura, hábitos e conhecimentos. Propomos aos alunos que pesquisaram as nações indígenas, cada aluno com um povo, levantar dados sobre eles rompendo com o senso comum até então presente. Compilamos os dados e elaboramos um cartaz de super trunfo de cada povo indígena. Esta etapa foi campeã de um concurso promovido pela editora OPET/SEFE.

Em seguida debatemos o mito bandeirante, tão presente em nossa localidade, para analisar estes valores míticos realizamos uma visita monitorada aos principais pontos turísticos de nossa cidade, neles debatemos os valores destacados, em seguida os alunos promoveram uma foto colagem com base neste valores e nas fotos tiradas por eles durante o passeio. Em seguidas debatemos sobre a construção mitológica e sua função. Problematizando assim o que havíamos visto, registrado e construído.

Por fim com uma importante interdisciplinaridade realizamos uma importante reflexão sobre o processo de migrações no Brasil e de crescimento de nossa cidade, realizamos a pesquisa na disciplina de geografia com os familiares, os alunos realizaram um gráfico do fluxo migracional nas aulas de matemática e por fim coletaram as memórias de suas famílias, sobre suas vivências até aquele momento. Aos moldes do jogo da vida os alunos realizaram frases com os relatos das memórias familiares e elaboraram um jogo de tabuleiro interativo, que faz uso de um aplicativo de celular para indicar as memórias presentes no jogo. Além da leitura de QrCode no percurso do jogo com preguntas referentes os conteúdos que estudamos ao longo do ano.

Aspectos curriculares atendidos pelo projeto

“Se o educando mudou, o educador também precisa mudar” esta citação da Maria da Glória Lopes, em seu livro Jogos na Educação, motivou a reflexão de minhas práticas educacionais. Se estava a mais de 4 anos trabalho com as mesmas temáticas e eu não estava mudando a minha forma de lecionar, algo estava errado! Esta frase surgiu então como um estopim de minha busca por um novo olhar das minhas práticas educacionais. Diante das mais profundas mudanças e debates que nossa educação vem passando nos últimos anos, com a consolidação da BNCC e com o reconhecimento de que estamos diante de uma profunda mudança social. Vi meu trabalho preso a livros e coordenadas passadas por um sistema de ensino que sequer no meu estado está, não conhecem a história de meu município e de seus munícipes. Diante das bibliografias que me debrucei, entendi que este era o momento de realizar o crucial: me descolar dos livros e mergulhar no cotidiano e no ponto de vista do meu alunado. E assim foi que iniciei a mais profunda e significativa trajetória profissional que experimentei.

Em um debate inicial que tive com os alunos percebi que existia um grande sentimento de “Vira-Lata” entre eles. Minha comunidade escolar faz parte de um bairro limítrofe do município de Santana de Parnaíba com Pirapora do Bom Jesus. Somos distantes do centro de Paraíba cerca de 7 quilômetros, mas o barro está mais 1 quilômetro a dentro desta estrada intermunicipal, criando as condições favoráveis de isolamento maior da localidade, não bastando sua reclusão, os moradores são anfitriões de um aterro sanitário que atende toda a região. Em todas as pesquisas que realizamos com os alunos e pais, não obtivemos a afirmação que alguém da comunidade faz a exploração deste aterro, mas sem dúvidas a existência dele gera subsídios psicológicos para que o sentimento de inferioridade cresça.

Não bastando a localidade e o sentimento dos habitantes, falas começaram a me gerar uma grande inquietação: como pode alunos que partilham do mesmo lugar e das mesmas dificuldades criarem grupos (castas) de valorização? Exemplo: moradores da parte inicial do bairro eram vistos de forma mais privilegiadas que os moradores das áreas mais interioranas, moradores de bairros vizinhos, que ainda não era asfaltado, eram tratados de forma demérita! Tal discriminação social, começou a gerar um grande incômodo. Reflexões tomavam conta do meu cotidiano: falas regionalistas, discriminando entre nordestinos e nortistas, migrantes de outros estados eram apontados pelos alunos com “Brincadeiras” discriminatórias. Ora, se o bairro foi um dos últimos a se formar, se urbanizar e compõe a segunda região que mais cresce no município, sendo assim um bairro de migrantes, como pode haver diferenciação regional? Em nossas pesquisas, não há evidências de que alguém é nativo de Parnaíba! Se este era o meu incômodo, este seria o meu objeto de debate nas aulas. Nossa tese era: debater a formação de nosso bairro em paralelo ao estudo da história oficial de nossa cidade e ver que todos, mediante aos movimentos de migração formam o bairro, suas histórias de vida, suas vivências, suas memórias transformam a fundamental e necessária pluralidade social. Mas como gerar o despertar destes alunos para esta temática?

Pois estes vícios de comportamento estavam muito incrustados. A Base Nacional Comum Curricular me trouxe um norte para este debate, ela propõe para nós professores temos a posição de construtores do saber historicamente construído. Nossos alunos já se relacionam de forma digital, porém sua escola ainda lida com a tecnologia de forma danosa fazendo, por exemplo, do celular seu oponente e não aliado. Com base nesta realidade propusemos uma intervenção que nos acompanhou por todo o ano letivo, passando pelas temáticas propostas pelo sistema de ensino e que colocou o aluno como protagonista de suas ações. Provocamos no educando uma reflexão de forma mais lúdica, tecnológica, prática, envolvente e crítica.

O sistema de ensino SEFE, propõe no currículo de história, do oitavo ano, o debate da formação dos Estados Nacionais, as grandes navegações, a formação das colônias ibéricas, as questões indígenas, o bandeirantismo entre outras temáticas. Munidos deste conteúdo busquei nas BNCC quais diretrizes habilidades e competências eu deveria desenvolver e busquei refletir sobre quais passos poderia dar para dinamizar e tornar estes conteúdos mais próximos de nossos alunos.

Valorização da diversidade e inclusão

O objetivo 4 das ODS – ONU, busca assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida. Nosso projeto visa, significar, atualizar e tornar a educação cada vez mais pautável para o aluno, estimulando seu olhar critico as questões sociais a sua volta e conscientizando-o ao uso responsável das tecnologias digitais, bem como valorizar sua localidade e sua trajetória. Ao criarmos condições de uma pluridisciplinaridade por meio de diversas linguagens, oferecemos aos alunos diversas oportunidade de interação, assimilação de conteúdo e acima de tudo, protagonismo.

Atividades desenvolvidas no Projeto

Etapa I – Formação dos Estados Nacionais (Portugal) e as Navegações.

• Linguagem tecnológica: História em Quadrinhos;

• Contribuição: Favorece ao aluno a possibilidade de compreender que a elaboração do conhecimento é detalhada e processual. Estimula no educando a reflexão profunda sobre o tema ao sistematiza-lo buscando transformar o conhecimento teórico escrito, em uma linguagem visual, didática e concisa. Este promovendo a reflexão, criação e sistematização de ideias.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Nas Aulas de História utilizando o material didático do sistema SEFE do 8o ano do ensino fundamental ciclo II, fizemos as discussões dos conceitos em torno da formação dos estados nacionais, a politica econômica do mercantilismo, o desenvolvimento das atividades comerciais e as grandes navegações. Usamos como material de apoio, o livro didático da editora FTD, entregue na U.E. No início do no letivo de 2017.

2a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Nas aulas de Arte, os alunos foram estimulados a transformar as discussões teóricas nas aulas de histórias em uma linguagem visual, elaborando uma História em Quadrinhos cujas temáticas são os conteúdos do 1o bimestre, já discutidos anteriormente. As compressões e opiniões dos alunos serão registradas nos diários de bordo (Bloco de anotações).

3a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Na disciplina de Língua Portuguesa os alunos foram estimulados a elaborar um texto síntese desta etapa, nesta ocasião é de suma importância à utilização das normas gramaticais.
Aulas: 6 aulas totais – (Tempo: Primeira quinzena do mês de Maio) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Arte. Recursos: Livro didático, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever e Diários de bordo.

Etapa II – Nações dos povos nativos.
• Linguagem tecnológica: Super Trunfo;

• Contribuição: A linguagem escolhida, favoreceu ao aluno a possibilidade realizar uma pesquisa de forma mais estimulante e envolvente. Isso por que o educando para produzir as cartas ele deve realizar pesquisas das nações indígenas do período, levantar características em comum entre os povos, definir cinco categorias comuns e confeccionar as cartas. Ao jogar esta socializando seu trabalho de pesquisa e de elaboração, suscitando questionamentos e debates sobre a questão indígena no Brasil.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Maio – 1 Aulas) Os Alunos foram novamente divididos em grupos produtivos seguindo os critérios da última etapa. Em seguida iniciaremos as discussões, nas aulas de história, em relação à figura do indígena no Brasil. Importante destacar que esta última etapa fez parte a primeira formação que tivemos no ano de 2018 com a equipe de formadores do SEFE. Na oportunidade obtivemos bastantes estímulos a trabalhar a questão do índio em nossas aulas. Iniciamos a discussão solicitando aos alunos que reflitam e definam o que é um índio? Nossa proposta consiste em provocar a reflexão que o termo índio é genérico e não levam em consideração as particularidades da figura do indígena.

2a Fase (Mês de Maio – Atividade Familiar) Em seguida os alunos foram estimulados a fazer uma pesquisa, em casa, sobre as nações indígenas do Brasil, com o objetivo de demostrar a diversidade cultural e étnica entre os povos nativos. Com o resultado da pesquisa os alunos deverão destacar 10 características dos povos pesquisados.

3a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) Na disciplina de Geografia o professor apresentou as características das regiões do Brasil, provocando uma associação entre os dados pesquisados e as características geográficas, demostrando as adaptações nas regiões e destacando a importância das reservas indígenas no Brasil. Discutiremos as agruras dos povos indígenas e os conflitos em torno da posse da terra.

4a Fase (Mês de Maio – 1 Aula) Na aula de História os alunos realizaram um comparativo de cinco categorias de pesquisa em comum, e nos moldes do jogo Super Trunfo formarão as cartas de comparação formada com as características de cada nação indígena.

5a Fase (Mês de Maio e Junho – 3 Aulas) Os alunos produziram as cartas durante as aulas de história. No laboratório de informática fazendo o uso de um data-show elaboramos um “layout” padrão das cartas. Uma vez finalizado o modelo padrão, os alunos preencheram os campos com os dados da pesquisa. Após a produção destas cartas os alunos jogaram em sala e com os familiares. Como forma de divulgação do jogo e nosso conhecimentos levamos nosso jogo aos alunos dos 5o anos de nossa escola, estes no primeiro bimestre estudaram o período colonial brasileiro, e por meio do nosso jogo faremos uma revisão deste período na sala.

6a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Na disciplina de Língua Portuguesa os alunos foram estimulados a elaborar um texto do gênero artigo de opinião, nesta ocasião é de suma importância à utilização das normas gramaticais. Aulas: 9 aulas totais, mais atividades extraclasse – (tempo: segunda quinzena de maio e primeira semana de junho) Interdisciplinaridade: Geografia, Língua Portuguesa. Recursos: Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, data show, computador, celular e os diários de bordo.

Etapa III – Animação da carta de Pero Vaz de Caminha.
• Linguagem tecnológica: Stop Motion;

• Contribuição: – A ação escolhida tem por objetivo realizar uma animação de trechos da carta de Pero Vaz de Caminha, fazendo o uso da técnica de stop motion que é uma técnica de animação (Links para um site externo.)que usa como recurso uma máquina fotográfica ou um celular com câmera. Os moldes são movimentados e fotografados (Links para um site externo.) quadro a quadro e com o auxílio de um
editor de vídeo os quadros são animados gerando os movimentos dos objetos. Esta ação levará em conta todas as habilidades das etapas anteriores, tais como: organizar e sistematizar o conteúdo em um processo lógico e didático, transformando a informação escrita em imagética. Para realizar estas sistematizações e ter inspiração na animação, é necessária uma pesquisa detalhada e inspiradora. Além de fazer o uso de fotografias em uma sequência previamente planejada.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Faremos a leitura coletiva da carta de caminha em sala de aula, neste momento destacaremos os pontos importantes e nebulosos desta fonte histórica primaria;

2a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Nas aulas de Artes foi apresentado os conceitos, a evolução e as técnicas para a criação de uma animação quadro-a-quadro.

3a Fase (Mês de Junho – 4 Aulas) Cada grupo selecionou um trecho da carta, justificou o motivo, e elaborou um roteiro de animação para atingir seus objetivos. Fazendo o uso de materiais variados (massa de modelar, papel sulfite, entre outros). Os alunos utilizaram as câmeras de seus celulares para fazer os quadros da animação nas aulas de Arte e História.

4a Fase (Mês de junho e Julho – 6 Aulas) Finalizaremos com a edição na sala de informática da unidade escolar e no aplicativo “Google Fotos”. Aulas: 14 aulas totais – (Tempo: segunda semana de junho á primeira semana de julho) Interdisciplinaridade: Arte. Recursos: Internet, celular, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, computadores, sala de informática, massa de modelar, palito de dente e churrasco, arame, giz de cera e diários de bordo.

Etapa IV – Ocupação, o bandeirantismo e a fundação de Santana de Parnaíba.

• Linguagem tecnológica: Foto Colagem;

• Contribuição: – A atividade escolhida favorece, além de uma parceria com a disciplina de arte, uma diferente forma de revisitar, recordar e rediscutir as memorias e os conhecimentos adquiridos ao longo de toda a visitação ao centro histórico. Cabe ressaltar que a foto colagem é a associação de duas ou mais imagens, ou fragmentos de imagens, com o propósito de gerar uma nova figura.

Ações e metodologias:
1a Fase (Mês de Julho – 2 Aulas) Em um primeiro momento, nas aulas de história, conceituamos o bandeirantismo e o processo colonial brasileiro, presente nos livros didáticos e no sistema de ensino SEFE, após esta conceituação genérica fizemos uma discussão mais direcionada a realidade histórica da cidade de Santana de Parnaíba, fazendo o uso de partes do livro: “A Vila que descobriu o Brasil” de Ricardo Viveiros, destacando os relatos “oficias” da história da cidade.

2a Fase (Mês de Agosto – 1 dia) Os alunos fizeram uma visita monitorada aos principais pontos turísticos e históricos da cidade, tais como: Monumento, Museu Anhanguera, Casarão Monsenhor Paulo Florêncio da S. Camargo e CEMIC – centro de memória e integração cultural. Por meio desta experiência os alunos tiveram uma maior visão e compreensão do que foi discutido em sala sobre a história oficial da cidade.

3a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Na aula de história seguinte realizamos uma roda de conversa em que apresentamos todas as curiosidades da visita e a aprendizagem.

4a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Os alunos também foram estimulados a realizar um texto de informação jornalístico junto com a professora de língua portuguesa.

5a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Na Aula de história fizemos as discussões conceituais sobre fonte histórica, história oral, manipulação da história e memória. Com estas considerações acreditamos que os alunos possam compreender a importância da disciplina histórica, suas construções e os perigos de serem manipulados, a fim de legitimar grupos no poder.

6a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Para ilustrar estas discussões foi exibido aos alunos o filme: “Narradores de Javé”. O filme nos permite questionar modelos de observação da história e as versões de perspectivas que selecionam fatos e modelos escolhidos, apagando conflitos, temores, esperanças e motivações de homens e mulheres de uma localidade. Ao mesmo tempo, que a películas afirma estas ações, também nos fornece uma importante consequência: a exclusão de sujeitos históricos que participaram do processo de construção
da sociedade.

7a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Durante a visitação os alunos registraram fotografias e nas aulas de Arte elaboraram uma atividade de foto colagem, resinificando as imagens os espaços e as temáticas, problematizando e questionando a história oficial. Aulas: 9 aulas totais mais 1 dia de visitação no centro histórico – (Tempo: última semana de Julho à primeira quinzena de Agosto) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Arte Recursos: celular, sulfite, cola, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, visita ao centro histórico e diários de bordo.

Etapa V – Bairro Refúgio dos Bandeirantes – Memória e História oral.

• Linguagem tecnológica: Filmagem e Choma Key;

• Contribuição: Os alunos serão estimulados a pensar livremente na forma de representação dos conteúdos estudados. Para realizar isso os alunos deverão fixar um objetivo, elaborar um roteiro, uma temática e usar o recurso do Chroma Key que é uma técnica de processamento de imagens cujo objetivo é eliminar o fundo,
de cor única (Azul ou Verde) para isolar os personagens ou objetos realizando uma sobreposição de vídeos ou imagens. O efeito ou técnica Chroma Key é utilizado, por exemplo, na previsão do tempo em telejornal.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas mais atividades familiares) Planejamos, elaboramos e realizamos uma filmagem podendo fazer o uso da tecnologia do Chroma Key. Sob a orientação do professor cada grupo escolheu a temática da revisão e elaborou um roteiro de ação e edição, respeitando a obrigatoriedade do recurso da filmagem.

2a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas mais atividades familiares) Durante as filmagens os alunos fizeram uma pesquisa individual e familiar traçando as rotas de migração de seus parentes. Esta pesquisa foi orientada e direcionada pelo professor de Geografia, que elaborou, junto com os alunos considerando a aprendizagem dos conhecimentos do ano anterior (7o ano) (U-1: ocupação do espaço e formação do território brasileiro, U-6: urbanização e industrialização do Brasil, U-3 construção dos espações de SP e região Sul), os questionamentos serão referentes á: De onde vieram? Onde nasceram? Por que Santana de Parnaíba? Quais as mudanças na forma de viva? Entre outras indagações que propiciarão aos alunos um mapeamento migracional de sua ascendência. A família foi parte crucial desta etapa, todas as informações que dizem respeito à chegada de familiares do aluno ao bairro e cidade passam pelo lar de todos os discentes. Os dados coletados foram registrados nos diários de bordo.

3a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Na disciplina de língua portuguesa, a professora estimulou a elaboração de um texto jornalístico com base nas informações colhidas nas entrevistas familiares.

4a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Concomitante a elaboração do texto jornalístico e com base nos dados coletados nas entrevistas familiares, os alunos elaboraram um gráfico migracional na disciplina de Matemática. Neste momento foram observados os dados coletados com as famílias. Durante a elaboração dos gráficos os discentes levaram em conta os conhecimentos de estatística e porcentagem vistos no 1o bimestre (U-1: estatística e organização de probabilidade) além de ressaltar os pontos significativos da pesquisa. Com o gráfico finalizado fazemos um breve debate dos resultados em sala nas aulas de História e Geografia.

5a Fase (Mês de Agosto – Durante as aulas de História/Geografia/Matemática/Português, um grupo de seis alunos, se retiraram da sala e foram acompanhados por uma professora adjunta para jogar) Como muitos alunos nunca jogaram o Jogo da Vida reservaremos um momento para cada grupo jogar o “Jogo da Vida” da estrela, possibilitando uma visão sobre nossa proposta em elaborar um jogo com as histórias de vida de suas famílias.

6a Fase (Mês de Setembro – 4 Aulas) As memórias coletadas foram usadas para confeccionar um jogo de trilha levando em consideração as dificuldades, vitórias e derrotas destes migrantes, cada “casa” da trilha do jogo leva em conta as vivências dos familiares. O jogo tem a lógica de funcionamento do “Jogo da Vida” da estrela. Este jogo foi confeccionado, planejado e debatido, nas aulas de história. Cada grupo contribuiu com as frases e perguntas do jogo. Cada casa do tabuleiro tem um número e a cada dez números um QrCode; em cada número temos uma frase, que é revelada no aplicativo de celular ao digitar o número no espaço dedicado a isso, assim como o leitor de QrCode, usado para ler o código que revelar as perguntas sobre o período colonial.

7a Fase (Mês de Setembro – Em casa com a família) Com o jogo finalizado as famílias foram convidadas para jogar junto com os alunos em casa. Aulas: 12 aulas totais, mais atividades extraclasse e familiar – (Tempo: segunda quinzena de Agosto e primeira quinzena de Setembro) Interdisciplinaridade: Matemática, Geografia e Língua Portuguesa. Recursos: celular, computador, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites A4 e A2, régua, lápis de cor e escrever, lousa digital e diários de bordo.

Etapa VI – O desenvolvimento do bairro Refúgio dos Bandeirantes e nossa realidade atual.

• Linguagem tecnológica: Aplicativo de Celular;

• Contribuição: favorece a divulgação dos conhecimentos absorvidos pelos educandos, os alunos abastecerão de informações do projeto nosso aplicativo para celular. Este aplicativo contará os objetivos gerais do projeto, os dados e gráficos de migrantes do bairro, os endereços com uma breve história dos comerciantes/migrantes, um leitor de QrCode e um leitor dos números que foram colocados nas casas do jogo de tabuleiro (Importante destacar que estas duas ultimas funções do aplicativo já foram habilitados e preenchidos na etapa anterior). Com este aplicativo buscaremos difundir e valorizar a história e luta de vida de cada migrante empreendedor do bairro, bem como divulgar o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano além de oferecer um canal de divulgação dos serviços e comércios a disposição dos moradores de nosso bairro por meio de um classificado digital.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Setembro – atividade extraclasse) Os alunos realizaram um levantamento do comércio do bairro e a história de seus proprietários, nosso objetivo é mapear quais migrantes são empreendedores hoje na localidade.

2a Fase (Mês de Setembro – 4 Aulas) Importante destacar que devido às dificuldades no acesso a internet na unidade escolar, levando em consideração a complexidade da elaboração de um aplicativo de celular e a necessidade de maior tempo de acesso à rede, o professor, com o auxilio de um ex-aluno do ensino médio, que é técnico de programação, elaboraram a plataforma do aplicativo. Os alunos envolvidos neste projeto fizeram a alimentação do programa, dados das pesquisas, análises dos gráficos, classificado de serviços, perguntas do QrCode e as frases de cada casa do tabuleiro, nas aulas de História e Matemática. Todas as etapas de montagem e programação do aplicativo foram apresentadas aos alunos por meio de uma palestra sobre esta tecnologia, para oferecer uma melhor visão sobre o universo da programação. Importante destacar que todo o aplicativo foi pensado junto com os alunos, alterações, modificações e sugestões dos mesmos foram sempre levados em consideração, desde que respeite as limitações do programa e seus manipuladores.

3a Fase (Mês de Outubro – 2 Aulas) Os alunos também foram estimulados a realizar uma crônica em grupo junto com a professora de Língua Portuguesa.

4a Fase A culminância de nosso projeto ocorreu no evento na CIARTEC – Feira de Ciências, Arte e Tecnologia, na segunda semana de novembro, para toda a comunidade. Foram expostas todas nossas atividades e realizaremos a distribuição de panfletos e adesivos de nosso aplicativo.

Aulas: 8 aulas totais – (Tempo: segunda quinzena de Setembro e em todo mês de Outubro) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Matemática Recursos: celular, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever e diários de bordo.

Instrumentos utilizados na avaliação

Etapa I – Formação dos Estados Nacionais (Portugal) e as Navegações.

• Linguagem tecnológica: História em Quadrinhos;

• Contribuição: Favorece ao aluno a possibilidade de compreender que a elaboração do conhecimento é detalhada e processual. Estimula no educando a reflexão profunda sobre o tema ao sistematiza-lo buscando transformar o conhecimento teórico escrito, em uma linguagem visual, didática e concisa. Este promovendo a reflexão, criação e sistematização de ideias.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Nas Aulas de História utilizando o material didático do sistema SEFE do 8o ano do ensino fundamental ciclo II, fizemos as discussões dos conceitos em torno da formação dos estados nacionais, a politica econômica do mercantilismo, o desenvolvimento das atividades comerciais e as grandes navegações. Usamos como material de apoio, o livro didático da editora FTD, entregue na U.E. No início do no letivo de 2017.

2a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Nas aulas de Arte, os alunos foram estimulados a transformar as discussões teóricas nas aulas de histórias em uma linguagem visual, elaborando uma História em Quadrinhos cujas temáticas são os conteúdos do 1o bimestre, já discutidos anteriormente. As compressões e opiniões dos alunos serão registradas nos diários de bordo (Bloco de anotações).

3a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) – Na disciplina de Língua Portuguesa os alunos foram estimulados a elaborar um texto síntese desta etapa, nesta ocasião é de suma importância à utilização das normas gramaticais.
Aulas: 6 aulas totais – (Tempo: Primeira quinzena do mês de Maio) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Arte. Recursos: Livro didático, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever e Diários de bordo.

Etapa II – Nações dos povos nativos.
• Linguagem tecnológica: Super Trunfo;

• Contribuição: A linguagem escolhida, favoreceu ao aluno a possibilidade realizar uma pesquisa de forma mais estimulante e envolvente. Isso por que o educando para produzir as cartas ele deve realizar pesquisas das nações indígenas do período, levantar características em comum entre os povos, definir cinco categorias comuns e confeccionar as cartas. Ao jogar esta socializando seu trabalho de pesquisa e de elaboração, suscitando questionamentos e debates sobre a questão indígena no Brasil.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Maio – 1 Aulas) Os Alunos foram novamente divididos em grupos produtivos seguindo os critérios da última etapa. Em seguida iniciaremos as discussões, nas aulas de história, em relação à figura do indígena no Brasil. Importante destacar que esta última etapa fez parte a primeira formação que tivemos no ano de 2018 com a equipe de formadores do SEFE. Na oportunidade obtivemos bastantes estímulos a trabalhar a questão do índio em nossas aulas. Iniciamos a discussão solicitando aos alunos que reflitam e definam o que é um índio? Nossa proposta consiste em provocar a reflexão que o termo índio é genérico e não levam em consideração as particularidades da figura do indígena.

2a Fase (Mês de Maio – Atividade Familiar) Em seguida os alunos foram estimulados a fazer uma pesquisa, em casa, sobre as nações indígenas do Brasil, com o objetivo de demostrar a diversidade cultural e étnica entre os povos nativos. Com o resultado da pesquisa os alunos deverão destacar 10 características dos povos pesquisados.

3a Fase (Mês de Maio – 2 Aulas) Na disciplina de Geografia o professor apresentou as características das regiões do Brasil, provocando uma associação entre os dados pesquisados e as características geográficas, demostrando as adaptações nas regiões e destacando a importância das reservas indígenas no Brasil. Discutiremos as agruras dos povos indígenas e os conflitos em torno da posse da terra.

4a Fase (Mês de Maio – 1 Aula) Na aula de História os alunos realizaram um comparativo de cinco categorias de pesquisa em comum, e nos moldes do jogo Super Trunfo formarão as cartas de comparação formada com as características de cada nação indígena.

5a Fase (Mês de Maio e Junho – 3 Aulas) Os alunos produziram as cartas durante as aulas de história. No laboratório de informática fazendo o uso de um data-show elaboramos um “layout” padrão das cartas. Uma vez finalizado o modelo padrão, os alunos preencheram os campos com os dados da pesquisa. Após a produção destas cartas os alunos jogaram em sala e com os familiares. Como forma de divulgação do jogo e nosso conhecimentos levamos nosso jogo aos alunos dos 5o anos de nossa escola, estes no primeiro bimestre estudaram o período colonial brasileiro, e por meio do nosso jogo faremos uma revisão deste período na sala.

6a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Na disciplina de Língua Portuguesa os alunos foram estimulados a elaborar um texto do gênero artigo de opinião, nesta ocasião é de suma importância à utilização das normas gramaticais. Aulas: 9 aulas totais, mais atividades extraclasse – (tempo: segunda quinzena de maio e primeira semana de junho) Interdisciplinaridade: Geografia, Língua Portuguesa. Recursos: Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, data show, computador, celular e os diários de bordo.

Etapa III – Animação da carta de Pero Vaz de Caminha.
• Linguagem tecnológica: Stop Motion;

• Contribuição: – A ação escolhida tem por objetivo realizar uma animação de trechos da carta de Pero Vaz de Caminha, fazendo o uso da técnica de stop motion que é uma técnica de animação (Links para um site externo.)que usa como recurso uma máquina fotográfica ou um celular com câmera. Os moldes são movimentados e fotografados (Links para um site externo.) quadro a quadro e com o auxílio de um
editor de vídeo os quadros são animados gerando os movimentos dos objetos. Esta ação levará em conta todas as habilidades das etapas anteriores, tais como: organizar e sistematizar o conteúdo em um processo lógico e didático, transformando a informação escrita em imagética. Para realizar estas sistematizações e ter inspiração na animação, é necessária uma pesquisa detalhada e inspiradora. Além de fazer o uso de fotografias em uma sequência previamente planejada.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Faremos a leitura coletiva da carta de caminha em sala de aula, neste momento destacaremos os pontos importantes e nebulosos desta fonte histórica primaria;

2a Fase (Mês de Junho – 2 Aulas) Nas aulas de Artes foi apresentado os conceitos, a evolução e as técnicas para a criação de uma animação quadro-a-quadro.

3a Fase (Mês de Junho – 4 Aulas) Cada grupo selecionou um trecho da carta, justificou o motivo, e elaborou um roteiro de animação para atingir seus objetivos. Fazendo o uso de materiais variados (massa de modelar, papel sulfite, entre outros). Os alunos utilizaram as câmeras de seus celulares para fazer os quadros da animação nas aulas de Arte e História.

4a Fase (Mês de junho e Julho – 6 Aulas) Finalizaremos com a edição na sala de informática da unidade escolar e no aplicativo “Google Fotos”. Aulas: 14 aulas totais – (Tempo: segunda semana de junho á primeira semana de julho) Interdisciplinaridade: Arte. Recursos: Internet, celular, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, computadores, sala de informática, massa de modelar, palito de dente e churrasco, arame, giz de cera e diários de bordo.

Etapa IV – Ocupação, o bandeirantismo e a fundação de Santana de Parnaíba.

• Linguagem tecnológica: Foto Colagem;

• Contribuição: – A atividade escolhida favorece, além de uma parceria com a disciplina de arte, uma diferente forma de revisitar, recordar e rediscutir as memorias e os conhecimentos adquiridos ao longo de toda a visitação ao centro histórico. Cabe ressaltar que a foto colagem é a associação de duas ou mais imagens, ou fragmentos de imagens, com o propósito de gerar uma nova figura.

Ações e metodologias:
1a Fase (Mês de Julho – 2 Aulas) Em um primeiro momento, nas aulas de história, conceituamos o bandeirantismo e o processo colonial brasileiro, presente nos livros didáticos e no sistema de ensino SEFE, após esta conceituação genérica fizemos uma discussão mais direcionada a realidade histórica da cidade de Santana de Parnaíba, fazendo o uso de partes do livro: “A Vila que descobriu o Brasil” de Ricardo Viveiros, destacando os relatos “oficias” da história da cidade.

2a Fase (Mês de Agosto – 1 dia) Os alunos fizeram uma visita monitorada aos principais pontos turísticos e históricos da cidade, tais como: Monumento, Museu Anhanguera, Casarão Monsenhor Paulo Florêncio da S. Camargo e CEMIC – centro de memória e integração cultural. Por meio desta experiência os alunos tiveram uma maior visão e compreensão do que foi discutido em sala sobre a história oficial da cidade.

3a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Na aula de história seguinte realizamos uma roda de conversa em que apresentamos todas as curiosidades da visita e a aprendizagem.

4a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Os alunos também foram estimulados a realizar um texto de informação jornalístico junto com a professora de língua portuguesa.

5a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Na Aula de história fizemos as discussões conceituais sobre fonte histórica, história oral, manipulação da história e memória. Com estas considerações acreditamos que os alunos possam compreender a importância da disciplina histórica, suas construções e os perigos de serem manipulados, a fim de legitimar grupos no poder.

6a Fase (Mês de Agosto – 1 Aula) Para ilustrar estas discussões foi exibido aos alunos o filme: “Narradores de Javé”. O filme nos permite questionar modelos de observação da história e as versões de perspectivas que selecionam fatos e modelos escolhidos, apagando conflitos, temores, esperanças e motivações de homens e mulheres de uma localidade. Ao mesmo tempo, que a películas afirma estas ações, também nos fornece uma importante consequência: a exclusão de sujeitos históricos que participaram do processo de construção
da sociedade.

7a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Durante a visitação os alunos registraram fotografias e nas aulas de Arte elaboraram uma atividade de foto colagem, resinificando as imagens os espaços e as temáticas, problematizando e questionando a história oficial. Aulas: 9 aulas totais mais 1 dia de visitação no centro histórico – (Tempo: última semana de Julho à primeira quinzena de Agosto) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Arte Recursos: celular, sulfite, cola, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever, visita ao centro histórico e diários de bordo.

Etapa V – Bairro Refúgio dos Bandeirantes – Memória e História oral.

• Linguagem tecnológica: Filmagem e Choma Key;

• Contribuição: Os alunos serão estimulados a pensar livremente na forma de representação dos conteúdos estudados. Para realizar isso os alunos deverão fixar um objetivo, elaborar um roteiro, uma temática e usar o recurso do Chroma Key que é uma técnica de processamento de imagens cujo objetivo é eliminar o fundo,
de cor única (Azul ou Verde) para isolar os personagens ou objetos realizando uma sobreposição de vídeos ou imagens. O efeito ou técnica Chroma Key é utilizado, por exemplo, na previsão do tempo em telejornal.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas mais atividades familiares) Planejamos, elaboramos e realizamos uma filmagem podendo fazer o uso da tecnologia do Chroma Key. Sob a orientação do professor cada grupo escolheu a temática da revisão e elaborou um roteiro de ação e edição, respeitando a obrigatoriedade do recurso da filmagem.

2a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas mais atividades familiares) Durante as filmagens os alunos fizeram uma pesquisa individual e familiar traçando as rotas de migração de seus parentes. Esta pesquisa foi orientada e direcionada pelo professor de Geografia, que elaborou, junto com os alunos considerando a aprendizagem dos conhecimentos do ano anterior (7o ano) (U-1: ocupação do espaço e formação do território brasileiro, U-6: urbanização e industrialização do Brasil, U-3 construção dos espações de SP e região Sul), os questionamentos serão referentes á: De onde vieram? Onde nasceram? Por que Santana de Parnaíba? Quais as mudanças na forma de viva? Entre outras indagações que propiciarão aos alunos um mapeamento migracional de sua ascendência. A família foi parte crucial desta etapa, todas as informações que dizem respeito à chegada de familiares do aluno ao bairro e cidade passam pelo lar de todos os discentes. Os dados coletados foram registrados nos diários de bordo.

3a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Na disciplina de língua portuguesa, a professora estimulou a elaboração de um texto jornalístico com base nas informações colhidas nas entrevistas familiares.

4a Fase (Mês de Agosto – 2 Aulas) Concomitante a elaboração do texto jornalístico e com base nos dados coletados nas entrevistas familiares, os alunos elaboraram um gráfico migracional na disciplina de Matemática. Neste momento foram observados os dados coletados com as famílias. Durante a elaboração dos gráficos os discentes levaram em conta os conhecimentos de estatística e porcentagem vistos no 1o bimestre (U-1: estatística e organização de probabilidade) além de ressaltar os pontos significativos da pesquisa. Com o gráfico finalizado fazemos um breve debate dos resultados em sala nas aulas de História e Geografia.

5a Fase (Mês de Agosto – Durante as aulas de História/Geografia/Matemática/Português, um grupo de seis alunos, se retiraram da sala e foram acompanhados por uma professora adjunta para jogar) Como muitos alunos nunca jogaram o Jogo da Vida reservaremos um momento para cada grupo jogar o “Jogo da Vida” da estrela, possibilitando uma visão sobre nossa proposta em elaborar um jogo com as histórias de vida de suas famílias.

6a Fase (Mês de Setembro – 4 Aulas) As memórias coletadas foram usadas para confeccionar um jogo de trilha levando em consideração as dificuldades, vitórias e derrotas destes migrantes, cada “casa” da trilha do jogo leva em conta as vivências dos familiares. O jogo tem a lógica de funcionamento do “Jogo da Vida” da estrela. Este jogo foi confeccionado, planejado e debatido, nas aulas de história. Cada grupo contribuiu com as frases e perguntas do jogo. Cada casa do tabuleiro tem um número e a cada dez números um QrCode; em cada número temos uma frase, que é revelada no aplicativo de celular ao digitar o número no espaço dedicado a isso, assim como o leitor de QrCode, usado para ler o código que revelar as perguntas sobre o período colonial.

7a Fase (Mês de Setembro – Em casa com a família) Com o jogo finalizado as famílias foram convidadas para jogar junto com os alunos em casa. Aulas: 12 aulas totais, mais atividades extraclasse e familiar – (Tempo: segunda quinzena de Agosto e primeira quinzena de Setembro) Interdisciplinaridade: Matemática, Geografia e Língua Portuguesa. Recursos: celular, computador, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites A4 e A2, régua, lápis de cor e escrever, lousa digital e diários de bordo.

Etapa VI – O desenvolvimento do bairro Refúgio dos Bandeirantes e nossa realidade atual.

• Linguagem tecnológica: Aplicativo de Celular;

• Contribuição: favorece a divulgação dos conhecimentos absorvidos pelos educandos, os alunos abastecerão de informações do projeto nosso aplicativo para celular. Este aplicativo contará os objetivos gerais do projeto, os dados e gráficos de migrantes do bairro, os endereços com uma breve história dos comerciantes/migrantes, um leitor de QrCode e um leitor dos números que foram colocados nas casas do jogo de tabuleiro (Importante destacar que estas duas ultimas funções do aplicativo já foram habilitados e preenchidos na etapa anterior). Com este aplicativo buscaremos difundir e valorizar a história e luta de vida de cada migrante empreendedor do bairro, bem como divulgar o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do ano além de oferecer um canal de divulgação dos serviços e comércios a disposição dos moradores de nosso bairro por meio de um classificado digital.

Ações e Metodologias:
1a Fase (Mês de Setembro – atividade extraclasse) Os alunos realizaram um levantamento do comércio do bairro e a história de seus proprietários, nosso objetivo é mapear quais migrantes são empreendedores hoje na localidade.

2a Fase (Mês de Setembro – 4 Aulas) Importante destacar que devido às dificuldades no acesso a internet na unidade escolar, levando em consideração a complexidade da elaboração de um aplicativo de celular e a necessidade de maior tempo de acesso à rede, o professor, com o auxilio de um ex-aluno do ensino médio, que é técnico de programação, elaboraram a plataforma do aplicativo. Os alunos envolvidos neste projeto fizeram a alimentação do programa, dados das pesquisas, análises dos gráficos, classificado de serviços, perguntas do QrCode e as frases de cada casa do tabuleiro, nas aulas de História e Matemática. Todas as etapas de montagem e programação do aplicativo foram apresentadas aos alunos por meio de uma palestra sobre esta tecnologia, para oferecer uma melhor visão sobre o universo da programação. Importante destacar que todo o aplicativo foi pensado junto com os alunos, alterações, modificações e sugestões dos mesmos foram sempre levados em consideração, desde que respeite as limitações do programa e seus manipuladores.

3a Fase (Mês de Outubro – 2 Aulas) Os alunos também foram estimulados a realizar uma crônica em grupo junto com a professora de Língua Portuguesa.

4a Fase A culminância de nosso projeto ocorreu no evento na CIARTEC – Feira de Ciências, Arte e Tecnologia, na segunda semana de novembro, para toda a comunidade. Foram expostas todas nossas atividades e realizaremos a distribuição de panfletos e adesivos de nosso aplicativo.

Aulas: 8 aulas totais – (Tempo: segunda quinzena de Setembro e em todo mês de Outubro) Interdisciplinaridade: Língua Portuguesa e Matemática Recursos: celular, imagens impressas, Livro didático, Internet, Sistema de Ensino SEFE, folhas sulfites, régua, lápis de cor e escrever e diários de bordo.

Resultado observado

Os alunos se envolveram de forma ativa no processo de construção deste projeto, foi perceptível a forma com que eles se dedicaram e se engajaram em produzir cada produto final deste projeto.

O texto deste projeto foi enviado pelo autor e é de responsabilidade do autor deste projeto.

Projeto ajuda no desenvolvimento de quais competências?

ConhecimentoComunicaçãoCultura digitalArgumentaçãoResponsabilidade e cidadaniaPensamento científico, crítico e criativo

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

800 horas diárias

800 horas diárias

Público-alvo do projeto.

Fundamental II

Horas/Aulas aplicadas ao projeto.

Parque

Escola Pública

Escola Particular

Quantidade adequada de participantes.

40 participantes

40 participantes

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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